8 Regras De Sobrevivência

Recentes discussões sobre a liberação de armas trazem à tona o conceito mais primitivo da condição humana: o instinto de sobrevivência.

Enquanto deixo de lado o debate político gerado em torno deste tema, parto imediatamente para a discussão implacável sobre os meios necessários para garantir coisa mais importante que existe: a nossa própria vida.

Sem rodeios, vamos estabelecer o seguinte: se você não valoriza a sua vida neste momento e está disposto a morrer por qualquer causa banal: fim da linha. Literalmente, não cruze a linha abaixo. Não há exceções.

Boa sorte no mundo lá fora!

 


 

sobrevivencia
Ninguém virá te salvar.

Aos demais,  vamos em frente.

Só temos uma única vida. É inegociável, intransferível e irreversível. Ainda que exista a crença da reencarnação e vidas passadas, até onde consta não há continuidade ou ressurreição.

Ainda que pairar alguma dúvida sobre autovalorização, cada célula do corpo não possui esta dúvida. 10 em cada 10 situações, o corpo humano irá optar por viver. Está em nossa essência. Cada órgão, célula, fio de cabelo. Funciona assim nos animais – e o ser humano é apenas mais um animal com dado grau de evolução.

Reconhecida a nossa natureza, vamos às oito regras de sobrevivência.

1. Você não é um herói.

Não se engane: tudo que nos entretém na ficção – super-heróis, cavaleiros, soldados, pilotos – toda essa imagem de “ser ideal” transmite uma forte mensagem de encorajamento, valores e fraternidade. Sem tais valores, a sociedade seria ainda mais miserável do que já é.

No entanto, a ficção acaba quando você fecha o livro e desliga a tela. O resto é a crua e fria realidade.  Você não é um herói. Não precisa ser. E não há nada de errado nisso.

Os mais próximos disso são os Bombeiros. Escolheram por profissão arriscar suas próprias vidas para salvar outras vidas. Converse pessoalmente com QUALQUER bombeiro e você verá que eles sabem muito mais sobre valorizar a própria vida do que qualquer outro profissional.

A menos que seja um deles, abandone qualquer ilusão de que precisa seguir o caminho de um herói.  Você não precisa se sacrificar por ninguém – apenas por seus filhos e esposa / marido, no limite da exceção.

Heróis são traídos, principalmente por pessoas próximas. Heróis morrem sem receber a menor gratidão por seus atos. Heróis viram história; história é passado. Poucos heróis recebem a devida homenagem em vida. E a morte enobrece os homens. Você pode viver sem esta nobreza. Mas não pode ser um mártir vivo. Então viva.

2. Deixe o alvo apontado para os outros.

Agora vamos subir o nível da discussão, e descer um nível ao inferno.  Certamente já ouviu aquela história: “Não preciso correr mais que o leão. Preciso correr mais que você” – ficando entendido que um irá se salvar  e o outro não.

Assim é a vida.

O mundo está cheio de predadores dispostos a te atacar em qualquer esquina; ladrões, sequestradores, assassinos, sádicos. Em contrapartida, há pessoas em diferentes condições. Crianças, idosos, cegos, cadeirantes – e toda uma diversidade de gente.

Você está andando em uma rua escura. Há “leões” prontos para atacar. Há vítimas por todo lado. Você está no meio. E pode se tornar o alvo. O que fazer para não ser o alvo?

Exato. Deixar que outros sejam o alvo.

Livre-se da hipocrisia e do politicamente correto. O mundo está repleto de pessoas mais distraídas que você; mais lentas; mais inocentes – ou que entregam tudo à sorte. Não se preocupe em neutralizar o agressor. Deixe que ele escolha seu alvo baseado nas melhores probabilidades. Aquele rapaz andando distraído ao celular; aquelas garotas tirando uma selfie no meio da calçada, sem perceber nada ao redor; aquele idoso que anda lentamente pelo seu caminho.

Seja um alvo de elevada dificuldade. Ande rápido. Sim, literalmente – caminhe em velocidade maior que os demais. Não se distraia com nada. Não dê atenção a ninguém. E ao menor sinal de perigo – procure abrigo. Entre em algum lugar. Corra. Faça alguma coisa. Deixe os alvos fáceis entre o agressor e você.

Use tudo e todos à sua volta como escudo. Alguém pode não sobreviver. Não será você.

3. Não confie em ninguém. Desconfie de todos.

Novamente, livre-se do politicamente correto.

Observe e julgue todos ao seu redor. Parecem suspeitos? Parecem confiáveis? Não espere bondade ou piedade dos outros. Meça os riscos.

Aqueles jovens que “parecem” maus elementos – não perca seu tempo tentando descobrir se são bons rapazes que gostam de se vestir com rebeldia – ou se de fato representam alguma ameaça: assuma que TODOS são potenciais ameaças e mantenha-se seguro em relação a todos.

Aquela criança pedindo dinheiro – “será que ela está com fome? Será que tem alguém espreitando? É uma armadilha?” – simplesmente assuma o pior cenário (sim, é uma armadilha) e livre-se imediatamente. Na melhor das hipóteses era mesmo apenas uma criança faminta – e você não é o responsável pela fome no mundo. Faça depois uma doação para alguma instituição de caridade se precisar compensar a sua consciência.

Deixe para o debate político e para os internautas raivosos discutirem se as minorias sofrem com a polícia, ou que as classes menos favorecidas sofrem preconceito. O único conceito que importa é a sua sobrevivência.

Analise e julgue tudo e todos e não confie em ninguém – em silêncio, e guarde pra você suas conclusões. Você não deve nada a ninguém.

4. Esteja em casa antes das 22.

“Mas que absurdo! E o meu direito de ir e vir? E a minha liberdade? Isso é toque de recolher”. Exatamente. Pode se indignar à vontade. Nenhum criminoso se importa com seu direito de ir e vir, com sua liberdade ou sua posição social, política ou ideológica. Reclame por sua conta e risco e sofra as consequências.

Aliás – um conceito importante: criminosos não obedecem as leis. Por isso são criminosos. E por mais que isso seja óbvio, muitos insistem em resistir a essa ideia. Você pode assumir uma condição de vítima – culpar os governos, a polícia, a segurança pública (ou falta de) por todas as privações e absurdos que a sociedade sofre. No entanto, os malfeitores não se importam com isso. Você pode até ter piedade deles – mas eles não terão de você.

Então, novamente – livre-se do discurso politicamente correto e pense nos riscos aumentados que você pode correr estando fora de sua casa depois das dez horas da noite – onde basicamente a maioria dos estabelecimentos fecham; o patrulhamento diminui; há menos gente circulando nas ruas – diminuindo o número de alvos potenciais, e aumentando a probabilidade de você ser o alvo em questão.

Nada de bom acontece nas ruas depois das 22“. Veja este vídeo e entenda melhor tal conceito, elaborado por um militar norte-americano, ex forças especiais. Perito em sobrevivência – Life Is A Special Operation.

5. Covardes vivem mais.

Parecida com a regra 1 – “Você não é um herói”, a noção de ser um “covarde” diz respeito ao julgamento alheio e as coisas estúpidas que somos capazes de fazer na tentativa de não querer parecer um covarde.

Muita gente tola adora se vangloriar e dizer “não levo desaforo pra casa”. Ou ainda “comigo o buraco é mais embaixo”. Em uma situação de risco, esse é o tipo de ser que, por sua visão extremamente limitada, superficial e quixotesca acaba sendo tragada por conflitos estúpidos – os quais simplesmente poderiam ter evitado.

Menção especial aos homens, que adoram pertencer a esta categoria, por querer provarem ser algo maior do que são. E então acabam “em um buraco mais embaixo” – no cemitério. Ou então “não levando desaforo pra casa” – mas pro caixão.

Aprenda a arte de ignorar e desprezar quem te insulta. Você não precisa vencer argumentos. Não precisa comprar brigas. Especialmente quando a briga não é sua. Não há honra nenhuma nisso. É muito melhor e mais respeitado aquele indivíduo que possui extrema inteligência emocional e impõe sua frieza e autocontrole perante os agressores.

A verdade é que não sabemos com quem estamos lidando. E quando descobrimos, é tarde demais. Basta ligar a TV em qualquer telejornal. Notícias ruins aos montes, especialmente sobre mortes no trânsito; mortes por desentendimentos. Não vale a pena entrar em um conflito apenas pelo vão argumento de manter a sua honra. Deixe que te chamem de covarde. Covardes vivem. Heróis morrem. Covardes vitoriosos escrevem a história. Corajosos de plantão… viram história.

6. Invista (dinheiro) em sua segurança.

Quanto vale a sua vida?

Vale, por exemplo, a diferença entre o custo de um táxi e uma passagem de ônibus? Certamente vale muito mais. Então porque as pessoas insistem em economizar naquilo que não devem?

Vamos lá… primeiro esqueça o politicamente correto, e sem medir a sua classe econômica ou condição financeira. Mas se você se propõe a fazer alguma coisa, você precisa “bancar a situação”. Isso significa fazer o que estiver em seu alcance para administrar a sua segurança e alcançar o seu objetivo.

Menção honrosa aos mais jovens – e com frequência os maiores alvos: você decide ir ao show de sua banda favorita. Você gasta malditos quinhentos reais para o ingresso em um festival nojento, embaixo de chuva e lama, e depois não têm cem reais pra voltar de táxi. Vai se submeter aos riscos de perambular em caminhos perigosos – e ficar plantado esperando um ônibus passar, depois da meia noite (violando a regra 4) – correndo todos os riscos, virando o alvo perfeito… porque prefere pagar quatro reais de passagem.

Se você possui filhos e/ou esposa – mais um motivo para transportar seus entes queridos em segurança. Esse tipo de economia não se faz. “O que custa menos? Todo mundo ir de ônibus, ou chamar um Uber?” – essa pergunta está errada. Porque a resposta é: pode custar AS VIDAS de sua família.

Deveria ser óbvio. Mas as pessoas preferem ainda fazer esse tipo de “economia burra”.

7. Lembre-se da bandeira da França. E faça o contrário.

“Liberdade. Igualdade. Fraternidade.”
“Que coisa mais linda!”

Em termos de segurança e sobrevivência: que coisa mais tola. Faça justamente o contrário.

Falsa Liberdade
Não assuma que “somos todos livres”. Não somos. O ambiente urbano é densamente ocupado por propriedades particulares, as quais não podemos usar como refúgio de segurança. Estamos confinados aos mesmos espaços e serviços públicos – ruas, metrô, parques, etc. É uma liberdade “controlada”. Se é controlada, não é livre de fato. Entenda que nenhum predador está preocupado em violar ou não a sua liberdade. Você será vítima se achar que pode sair por aí e fazer o que quiser. Ignore por sua conta e risco.

Falsa Igualdade
Semelhante à regra 3, esqueça que “todos somos iguais diante da lei”. Ou que “a justiça é cega”. Somos diferentes, da mesma forma que os animais na selva. Vivemos em uma selva urbana, com toda biodiversidade. Já citei que há pessoas com maior capacidade de evitar situações de risco, outras que são alvos ambulantes. Não espere por igualdade na selva. Desconfie de todos. Não espere nada das autoridades. Pessoas perversas serão favorecidas pela lei. Pessoas inocentes sofrerão. O que importa é sua vida.

Falsa Fraternidade
Não espere fraternidade ou ajuda de ninguém. Ninguém se importa com você. Você não é ninguém para o mundo. No entanto, você é o mundo para a sua família. Fique vivo por você e por eles. Não espere piedade das pessoas. Não espere bondade. Prepare-se para o pior, e no melhor cenário – surpreenda-se com algum gesto positivo. Mas nunca se iluda. Não baixe a sua guarda.

8. Livre-se do “Politicamente Correto”.

Mas é óbvio. A frase mais citada nas outras regras. Deveria ser óbvio, mas as pessoas se inflam de ego e vaidades quando se trata de projetar uma imagem de benevolência que não condiz com a natureza delas.

Eu faço várias ressalvas em minha seção editorial para deixar bem claro que não pretendo debater no campo político / ideológico. O discurso do Politicamente Correto é uma infeliz máscara artificial à condição humana verdadeira.

Não posso ter medo de parecer inadequado ou não querer ofender alguém. Mas a realidade é que hoje qualquer um se ofende por qualquer coisa. Se isso lhe impedir de avaliar as potenciais ameaças, e se constranger por não querer parecer inadequado – será um politicamente correto e morto.

Lembre-se que só basta uma única chance de dar errado – e se acontecer, não tem mais volta. Está tudo acabado. Não permita que o falso moralismo afete o seu julgamento.

No final das contas, você é a pessoa mais importante – pra você mesmo. Por você mesmo.

Vejo você do outro lado.

DB.

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