O que estamos aprendendo com a pandemia?

Uma tragédia anunciada

Ninguém espera pelo pior… até que aconteça.
Em janeiro, o mundo dava sinais sobre o que acontecia na China.
Autoridades alertavam sobre uma forte pandemia que estava por vir.
O novo coronavirus (COVID-19) se tornava uma dura realidade.

O Brasil nada fez.

Os asiáticos se mobilizaram para uma duradoura quarentena. Um povo já acostumado a usar máscaras quando estão enfermos. A Itália precisou reagir rapidamente e cancelou o seu tradicional Carnaval de Veneza, com quase 800 anos de existência.

O Brasil poderia ter seguido o exemplo, mas permitiu que milhões de pessoas fossem às ruas, comemorando os recordes batidos – e garantindo que qualquer foco de propagação atingisse escalas continentais.

Pagando pra ver

Mesmo com o COVID-19 sendo uma realidade, as organizações brasileiras se mostram céticas e alheias ao problema. Tratam com distanciamento e até desafiam as recomendações mundiais de saúde. O que de fato é um reflexo do senso comum, fazendo a população acreditar na ideia de que “nada grave costuma ocorrer no Brasil…”

De oito à oitenta, a notícia sobre a alta taxa de contaminação cria o pânico desestruturado – levando muitos brasileiros a correr para os supermercados e estocarem suprimentos de guerra. Um país que não está acostumado a guerras, ao menor movimento de super-demanda, estoque e racionamento, vê a inflação e o desabastecimento chegarem às prateleiras – expondo o quanto a indústria nacional é fragil, cara, deficiente e inconsistente.

O transporte público das grandes cidades segue sendo um problema – trens e ônibus lotados, aglomerando multidões incrédulas ou que sequer têm escolha diante do problema. Se tiver que pegar, vai todo mundo pegar…“, confessa a senhora indignada que tenta embarcar no lotado vagão do Metrô de São Paulo.

O novo coronavirus traz à tona o que há de pior no Brasil: o despreparo e a incapacidade de lidar com as próprias mazelas sociais e econômicas.
E a população segue à mercê da própria sorte.

Quando a água bate na bunda…

A resposta demorou.
Mas, quando veio foi surpreendente.
São Paulo se tornou o epicentro do problema. Mas também o pioneiro da solução. Juntamente com o Rio de Janeiro, se organizou para construir hospitais de campanha e abrigos improvisados.

O poder público teve de se mexer.
Os frágeis sistemas de saúde foram testados além do limite e tiveram de responder rapidamente às mudanças e ameaças imediatas. Os serviços públicos tiveram de se reinventar para gerar mais valor

Brasília reagiu.
Deixou-se de lado, ainda que temporariamente, o foco exclusivo na economia e passou a enxergar e reconhecer que é importante apoiar os mais prejudicados, além de ampliar os pacotes de ajuda já existentes

Os negócios online se mostraram indispensáveis.
Transporte por aplicativo, em um cenário onde todos querem evitar aglomerações.
Aplicativos de entrega, quando nenhum restaurante pode mais abrir as portas.
Imagine atravessar essa crise há dez ou vinte anos quando nada disso existia?

As empresas tiveram de dar uma resposta aos seus funcionários.
Muitas sequer acreditavam em home-office.
Agora fizeram disso sua nova realidade.
As forças da natureza praticamente sugeriram: “adapte-se ou morra”.

Literalmente.

E se sobrevivermos?

O legado que esta pandemia vai deixar – por um lado, incontáveis mortes.
Mesmo com todos os esforços sendo realizados, é sabido de que esse tipo de incidente chega para marcar o mundo. Peste negra, gripe espanhola – e agora o COVID-19.

As relações humanas foram priorizadas.
Por não estarem mais presentes e disponíveis como antes, as pessoas entenderam o valor de uma companhia agradável – uma visita de amigos; uma refeição com os familiares.
Só quem perde tudo isso sabe verdadeiramente valorizar daqui pra frente.

Essa é uma pequena amostra do futuro.
As coisas serão cruéis, desiguais e haverá muita dificuldade para os que não se adaptaram. Tudo que é moderno vem pra ficar. Tudo que é obsoleto perde espaço com a crise. 

O caos da situação impulsiona a ordem das coisas.
Escassez, dificuldades, pressa e sobrevivência.
Crescemos muito em tempos de guerra.
E o Brasil precisava aprender isso de uma vez por todas.

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Até a próxima!

DB

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